Vitória! Vencemos o fascismo nas eleições presidenciais e precisamos seguir fortes para enfrentar o pior Congresso da história!
Construímos uma grande mobilização nas ruas e nas redes para derrotar o projeto neofascista representado pela candidatura de Flávio Bolsonaro. O movimento partiu da juventude da Universidade Federal Fluminense, ainda naquele tenebroso 5 de outubro, e se espalhou por cada universidade e instituto federal, até tomar as ruas e as redes sociais. A luta demonstrou que é possível derrotar a extrema direita.
A eleição de Lula significou uma derrota para o candidato de Donald Trump, tanto no âmbito da geopolítica mundial quanto, mais precisamente, na América Latina. Desde que assumiu, Trump tentou, em conluio com os traidores da nação, o clã Bolsonaro, atacar a soberania nacional. A derrota da extrema direita brasileira não representa apenas uma vitória para o Brasil, mas também envia um sinal ao mundo: devemos enfrentar o imperialismo estadunidense com determinação. Qualquer subordinação ou capitulação significa ser cúmplice da máquina genocida que mata crianças palestinas, expropria riquezas minerais e nega a emergência climática.
Nem a atuação das Big Techs, impulsionando canais favoráveis à extrema direita e limitando o alcance dos canais de esquerda, nem as decisões absurdas do TSE, sob a direção de um ministro bolsonarista, nem a sabotagem promovida por prefeituras bolsonaristas, como as de Salvador e São Paulo, conseguiram impedir aquilo que as ruas e as redes já demonstravam: um tsunami vermelho havia tomado conta do país. Diante do que as(os) analistas da mídia corporativa anunciavam como impossível, a juventude e a classe trabalhadora mostraram que a vitória era possível.
Cada panfletagem em feiras, ruas e pontos de ônibus, no campo e na cidade, nas portas de fábricas e estabelecimentos comerciais sinalizava a possibilidade de uma virada histórica.
Devemos seguir com a mobilização permanente nas ruas e nas redes para enfrentar um Congresso, que, ano que vem, será ainda mais hostil aos interesses populares e para reafirmar a defesa dos direitos e conquistar novos avanços.
Passado o período eleitoral, para além de mantermos o estado de vigilância, devemos fortalecer nossas bandeiras de luta e garantir os recursos orçamentários necessários para que, nos âmbitos federal, estadual, municipal e distrital, nossas instituições de ensino possam cumprir seu importante papel. Por meio da articulação entre ensino, pesquisa e extensão, essas instituições devem constituir um poderoso dique de proteção contra a violência bolsonarista e continuar sendo referências na produção de conhecimentos fundamentais para a superação das mais diversas desigualdades em nosso país.
O ANDES-SN, em consonância com as resoluções do 69º CONAD, empenhou-se em reafirmar nossas bandeiras históricas, integrando o amplo diálogo político construído ao longo desse processo. Seguiremos na luta, sem recuo, mesmo diante da perseguição e tentativas de silenciamento por meio de ações judiciais e outros ataques.
Parabenizamos Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, o presidente e o vice-presidente reeleitos, conclamamos as juventudes e a classe trabalhadora a manterem a unidade, para que avancemos rumo à derrota definitiva do neofascismo e do neoliberalismo.
Fascistas não passarão!
Viva a democracia!
Brasília, 26 de outubro de 2026.
Diretoria do ANDES-Sindicato Nacional