A ação do parlamentar e de sua equipe, marcada pela truculência, interrompeu a rotina acadêmica e um ato de recepção aos(às) estudantes ingressantes, atingindo estudantes, docentes, servidores(as) técnico-administrativos(as) e trabalhadores(as) terceirizados(as). O estudante Tobias Muniz, presidente do Centro Acadêmico da FACOM, foi empurrado por um integrante da segurança do parlamentar e ficou ferido. O diretor da FACOM, professor Washington Souza Filho, também foi alvo de desrespeito e de ameaças ao cumprir suas atribuições institucionais na defesa do território universitário.
O ANDES-SN manifesta sua solidariedade ao estudante ferido, ao diretor da FACOM e a toda comunidade universitária da UFBA, e exige a apuração rigorosa dos fatos e a responsabilização dos(as) envolvidos(as), com a adoção de todas as medidas necessárias para garantir a segurança da comunidade acadêmica contra os ataques da extrema direita.
O episódio não pode ser tratado como um fato isolado. A violência e a intimidação fazem parte de uma ofensiva da extrema direita contra as universidades públicas, seus(suas) trabalhadores(as) e estudantes. Por serem espaços de produção crítica do conhecimento, de organização coletiva e de defesa da ciência e dos direitos sociais, as universidades têm se tornado alvos constantes de ataques promovidos por grupos neofascistas organizados em todo o país. Essas ações vêm se intensificando em um contexto político marcado pelas eleições, buscando angariar votos e fortalecer o discurso e a ideologia fascistas por meio de ações sistemáticas de deslegitimação e descredibilização das Instituições de Ensino Superior (IES), responsáveis pela produção e difusão do conhecimento científico e da cultura.
O avanço do fascismo também se manifesta na tentativa deliberada de impor o medo, o silenciamento e a perseguição política nas IES. Não aceitaremos que as universidades sejam convertidas em territórios de intimidação, violência e autoritarismo. Não recuaremos diante de ameaças, não nos calaremos diante da violência e não permitiremos que grupos fascistas ditem os rumos da vida universitária.
O ANDES-SN reafirma, de forma inequívoca, que defender a autonomia universitária, a ciência e a pesquisa públicas, a liberdade de cátedra, a organização estudantil e sindical é enfrentar o fascismo em todas as suas formas. A universidade não é território do medo: é espaço de liberdade, pensamento crítico, organização e resistência!
Nenhum passo atrás: fascistas, fascistas, não passarão!
Brasília, 21 de agosto de 2026.
Diretoria do ANDES-Sindicato Nacional