Vivemos, no Brasil, um processo de criminalização dos movimentos sociais e das manifestações em defesa da democracia e dos nossos direitos. A escalada de práticas autoritárias e de caráter fascista tem alcançado nossas Instituições de Ensino Superior, ameaçando e atacando, de diferentes formas, a comunidade acadêmica.
Diante do acirramento das disputas políticas em decorrência do processo eleitoral, nossa categoria tem exercido seu direito à livre manifestação, inclusive por meio da participação em atos públicos e mobilizações em defesa da democracia.
Por exercer esse direito, a professora Samara de Oliveira Silva, docente da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), campus de Parnaíba, foi alvo de graves ameaças. Na tarde do último dia 15 de outubro, a docente encontrou 13 bilhetes contendo ameaças de morte no laboratório em que trabalha.
O uso do medo, da intimidação e da violência contra pessoas que se manifestam em defesa da democracia constitui uma prática autoritária, de caráter fascista, que não pode ser tolerada. As ameaças dirigidas à companheira Samara representam uma ameaça a toda a nossa categoria e à liberdade de expressão no ambiente universitário!
Diante da gravidade dos fatos, o ANDES-SN manifesta sua solidariedade à professora Samara de Oliveira Silva e a toda a comunidade acadêmica da UESPI, ao mesmo tempo que repudia veementemente as ameaças e todas as formas de violência e intimidação política. É também urgente que a autoria dos bilhetes seja apurada com celeridade, para que as(os) autores sejam responsabilizados por seus atos. Reafirmamos nosso compromisso intransigente com a defesa da democracia, da liberdade de expressão, da autonomia universitária e do direito à livre manifestação.
Lutar não é crime!
Brasília, 20 de outubro de 2026.
Diretoria do ANDES-Sindicato Nacional