Setor das Ifes indica rodada de assembleia para debater democratização nas instituições

Publicado em 25 de Agosto de 2026 às 16h00. Atualizado em 25 de Agosto de 2026 às 16h01

Entre os dias 21 e 23, docentes do Setor das Instituições Federais de Ensino (Ifes) do ANDES-SN participaram de reunião em Brasília (DF), para discutir as diversas pautas da categoria e apontar os próximos passos para a mobilização. Temas como a campanha salarial para 2027, o Projeto de Lei 1893/2026 e a regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) foram abordados durante o último final de semana.

Fotos: Dannyel Simões / Imprensa ANDES-SN

Após amplos debates, o Setor das Ifes indicou a realização de assembleias para subsidiar e direcionar a participação do ANDES-SN no Grupo de Trabalho sobre a democratização das universidades e institutos federais. O assunto foi discutido no domingo (23), último dia de reunião.

Debates conjuntos
O encontro teve início na noite de sexta-feira (21), com o lançamento do “Caderno 29 - Memória e Luta: só o ANDES-SN nos representa”. A atividade foi realizada em conjunto com docentes do Setor das Instituições de Ensino Superior Estaduais, Municipais e Distrital (Iees, Imes e Ides) e do Grupo de Trabalho de Organização Sindical das Oposições (GTO), que também estavam em Brasília (DF) para reuniões específicas.

“Foi um momento de resgate da história do ANDES-SN, de sua concepção sindical e de seus princípios, a partir da luta contra práticas divisionistas e contra os ataques que o Sindicato Nacional tem enfrentado há quase duas décadas”, contou Daniele Cunha, 1ª vice-presidenta da Regional Rio Grande do Sul e da coordenação do Setor das Ifes do ANDES-SN. Após o lançamento do Caderno 29, as e os participantes debateram a construção de um dia nacional de luta pelo sindicalismo classista, em articulação com a Fasubra e o Sinasefe. 

O sábado foi dedicado ao debate sobre a convenção 151 da OIT e sobre o PL 1.893/26, que propõe a regulamentação das negociações coletivas no serviço público, também juntamente com o Setor das Iees/Imes/Ides e com integrantes do GTO. “Embora se reconheça a importância de termos uma regulamentação, a discussão destacou preocupações acerca do PL e de seus substitutivos, na forma como estão apresentados. Uma das principais preocupações foi a possibilidade de associações exercerem a representação em mesas de negociação, assumindo um papel que é das entidades sindicais”, explicou a coordenadora do Setor das Ifes. 

De acordo com a diretora do Sindicato Nacional, o debate permitiu a reflexão sobre diversas questões e irá fortalecer as contribuições do ANDES-SN sobre o tema no Fórum das Entidades Nacionais de Servidores Públicos Federais (Fonasefe), espaço que vem se dedicando à análise do PL 1.893/26. 

Ainda no sábado, conforme a professora, a reunião do Setor das Ifes tratou da campanha salarial de 2027. “Foi apontada a necessidade de diálogo no Fonasefe quanto aos índices de reajuste a serem considerados por esse fórum e quanto à construção conjunta da campanha salarial”, acrescentou.

Democratização nas IFE
A manhã de domingo foi dedicada ao debate sobre o GT criado pelo governo federal para discutir diretrizes para a regulamentação do processo de eleição nas universidades federais, em virtude da Lei 15.367/2026, que determina o fim da lista tríplice. As representantes do ANDES-SN no GT, Fernanda Vieira (secretária-geral) e Lívia Santos (1ª vice-presidenta da Regional Planalto) apresentaram relato das primeiras reuniões.

As diretoras indicaram cinco pontos a serem debatidos pelas e pelos participantes: a recondução de reitoras e reitores, a participação da sociedade civil nos processos eleitorais, o peso de cada segmento da comunidade acadêmica na votação, a possibilidade de candidatura de docentes das carreiras do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) e dos Técnicos e Técnicas Administrativos em Educação (TAEs) - atualmente não previstas na legislação  e a criação de colegiado específico para organização da eleição. 

Após o debate, definiu-se que haverá uma rodada de assembleia, nas seções sindicais, para que as bases do ANDES-SN aprofundem a discussão e ofereçam mais subsídios para a atuação do Sindicato Nacional no GT. As assembleias também deverão sinalizar como a luta política deverá ser travada para garantir que os processos de eleição ocorram de forma democrática e respeitando a autonomia universitária.

“A reunião do Setor das Ifes contou com uma ampla participação de seções sindicais e de coletivos de oposição pró-ANDES-SN e se consistiu em um momento de compartilhamento e de acúmulo fundamental para que o Sindicato Nacional continue atuando no Fonasefe, no GT sobre a Democratização nas IFE e nas lutas de um modo geral, a partir do debate com suas bases e na defesa dos direitos da nossa categoria”, avaliou Daniele Cunha.

Confira o cronograma aprovado pelo GT sobre a Democratização nas IFE:

13 de agosto – reunião virtual: apresentação dos diagnósticos das entidades;

27 de agosto – reunião virtual: continuidade dos diagnósticos;

10 de setembro – reunião presencial no MEC: debate das propostas;

24 de setembro – reunião presencial no MEC: debate;

8 de outubro – reunião presencial no MEC: debate;

20 de outubro – reunião presencial no MEC: apresentação e entrega do relatório final.

Leia também:
ANDES-SN participa da instalação de GT do MEC sobre democratização das IFE

 

Compartilhe...

Outras Notícias
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
EVENTOS
Update cookies preferences