O volume de ataques que as Universidades, os Institutos Federais e os CEFETs passam não podem ser normatizados. Mais do que nunca, fortalecer nossas instituições é fundamental para enfrentar o escalonamento de ações de ódio contra a comunidade acadêmica. A extrema direita, com sua política anticiência, tem disputado mentes e corações, e medidas de austeridades, como o recente bloqueio de R$ 300 milhões do orçamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), realizado pelo governo federal, não só coloca em risco o financiamento de pesquisas fundamentais para o desenvolvimento social, humano e tecnológico brasileiro, mas serve como gasolina na fogueira neofascista. É preciso radical seriedade dos setores que defendem as liberdades democráticas e que possuem repulsa às(aos) inimigas(os) orgânicas(os) de nossas instituições.
É fundamental que o governo Lula reverta tal decisão imediatamente, visto que tal bloqueio pode afetar mais de 80% das bolsas, como tem alertado a presidência do CNPq. Vivemos em tempos em que, mais do que nunca, é fundamental reforçar que não responderemos à altura o negacionismo científico, que tantas mortes acarretou no contexto da pandemia, durante o governo genocida de Bolsonaro, com cortes; precisamos, na verdade, reverter o caminho perigoso que, desde 2015, tem sido uma tônica perigosa. Derrotar as correntes neofascistas no Brasil será uma tarefa que faremos nas ruas, nas redes, mas, sobretudo, fortalecendo o tripé ensino-pesquisa-extensão
O ANDES-SN se soma às entidades que repudiam tal bloqueio e exigimos a retomada imediata de tal orçamento, assim como o estabelecimento de políticas permanentes que não fiquem refém da sangria da lógica da austeridade neoliberal.
Da Capes ao CNPq: quem corta orçamento da pesquisa não quer ver o País crescer!
Defender a educação e a pesquisa pública: essa é a nossa escolha para o Brasil!
Brasília, 24 de junho de 2026.
Diretoria do ANDES - Sindicato Nacional